quarta-feira, 29 de julho de 2015

O MEDO - Guy de Maupassant



Depois de jantarmos, retornamos ao convés do navio. Diante de nós, a superfície lisa do Mediterrâneo refletia uma lua tranqüila. O enorme navio sulcava as águas sob um céu semeado de estrelas, e a esteira branca que deixava para trás brincava em espumas, parecendo retorcer-se em claridades tão buliçosas, que se poderia dizer que a luz da lua estava fervendo.
Seis ou sete homens permanecíamos ali, em silenciosa admiração, enquanto viajávamos para a África distante. O capitão retomou a conversa que havíamos tido durante o jantar:
— Sim, naquele dia eu tive medo. Meu navio permaneceu seis horas açoitado pelas ondas, com um penhasco encravado no ventre. Por sorte, à noite passou um navio mercante inglês, que nos viu e nos recolheu.
Então um dos presentes resolveu contestar a expressão usada pelo capitão. Era um homem alto, de cara bronzeada pelo sol, com aspecto grave; um desses homens que à primeira vista nos dão a impressão de haver percorrido vastos países desconhecidos em meio a incessantes perigos, e cujo olhar sereno parecia guardar, na sua profundidade, algo das estranhas paisagens que vira; um desses homens que adivinhamos dotado de têmpera extraordinária.
— Capitão, o Sr. diz que teve medo, mas não o creio. O Sr. parece enganar-se sobre a palavra e sobre a sensação que teve. Um homem enérgico como o senhor nunca sente medo diante do perigo. Sente emoção, nervosismo, ansiedade, mas medo é outra coisa.
— Discordo! Asseguro-vos que tive medo!
— Permita-me que lhe explique. Até os homens mais intrépidos podem ter medo. Mas o medo é algo espantoso, uma sensação atroz, como uma desintegração da alma, um espasmo horrível do pensamento e do coração, cuja simples recordação dá estremecimentos de angústia. Mas quando se é valente, isso não ocorre nem diante de uma batalha, nem diante da morte inevitável nem diante de nenhuma das formas conhecidas do perigo. Acontece em certas circunstâncias anormais, sob certas influências misteriosas e diante de riscos indefinidos. O verdadeiro medo é como uma reminiscência dos fantásticos terrores primitivos. Um homem que acredita em fantasmas, e que imagina ver um espectro na noite, deve experimentar o medo em todo seu espantoso horror.
Eu descobri o que de fato é o medo há uns dez anos, em pleno dia. E pude experimentá-lo também no último inverno, numa noite de dezembro. Na verdade, passei já por muitas situações, muitos reveses, muitas aventuras que pareciam mortais: em certa ocasião, uns ladrões me deixaram como morto; na América, fui condenado à forca por motivo de rebelião; na China, fui jogado ao mar, da proa de um navio. Cada vez que me julguei perdido, tomei minhas decisões imediatamente, sem vacilar, e até mesmo sem pensar. Mas isso não é o medo.
Observem, senhores, que entre os orientais a vida não conta para nada. Logo se resignam. As noites são claras, órfãs das sombrias inquietudes que atormentam os cérebros nos países frios. No Oriente pode-se conhecer o pânico, mas se ignora o medo. Vou narrar-lhes o que me aconteceu na África.
Percorria eu as grande planícies ao sul de Ouargla. É um dos mais estranhos países do mundo. Os senhores conhecem a areia fina, a areia lisa das intermináveis praias do oceano. Imaginem agora o próprio oceano convertido em areia, em meio a um furacão. Imaginem uma tempestade silenciosa das ondas imóveis de pó amarelo. Essas ondas desiguais são altas como montanhas, encrespadas como torrentes desencadeadas, mas maiores ainda, e estriadas como a ágata. Sobre esse mar furioso, mudo e sem movimento, o sol devorador do Sul lança sua chama implacável e direta. Tem-se que subir nessas ondas de cinza dourada, subir mais uma vez, mais outra, subir sem cessar, sem descanso e sem proteção. Os animais se atolam até os joelhos, e resvalam ao descer pela outra vertente das surpreendentes colinas.
Éramos dois amigos, escoltados por oito spahis seguidos de quatro camelos com seus cameleiros. Íamos por aquele deserto ardente sem falar, assolados pelo calor, pelo cansaço e pela sede. Subitamente um dos homens deu um grito, e todos paramos e permanecemos imóveis, surpreendidos por um inexplicável fenômeno que os viajantes dessas regiões perdidas conhecem bem. Em algum lugar, perto de nós, numa direção indeterminada, soava um misterioso tambor, o misterioso tambor das dunas. Soava claramente, ora mais vibrante ora menos, cessando e logo recomeçando seu som fantástico. Os árabes, espantados, olhavam-se uns aos outros. Um deles disse:
— A morte vem para cima de nós.
De repente meu companheiro, meu amigo quase como um irmão, caiu do cavalo, de bruços, mortalmente atingido pela insolação. Durante duas horas, enquanto eu procurava em vão salvá-lo, aquele tambor, sempre impossível de localizar, me aturdia os ouvidos com seu ruído monótono, intermitente, inexplicável. Então senti que o medo, o verdadeiro medo, o horrível medo, me penetrava até à medula dos ossos, diante daquele cadáver querido, naquela depressão vergastada pelo sol entre quatro montes de areia, enquanto o eco desconhecido nos lançava, a duzentas léguas do povoado francês mais próximo, o dobre rápido de um inatingível tambor. Naquele dia eu compreendi o que é ter medo. Mas houve uma outra vez em que compreendi melhor ainda...
— Perdão, senhor, mas o que era esse tambor? — interrompeu o capitão.
— Não sei. Ninguém sabe. Os oficiais que depararam com esse surpreendente ruído geralmente o atribuem ao eco aumentado, multiplicado, desmesuradamente insuflado pelas ondulações das dunas, de um granizo de areia que o vento lança contra uma mata de ervas secas, pois já se notou que o fenômeno sempre se produz nas proximidades de pequenas plantas queimadas pelo sol, duras como o pergaminho. Segundo essa teoria, aquele tambor nada mais seria do que uma espécie de reflexo ampliado desse som. Mas eu só vim a saber disso mais tarde.
Agora vou lhes contar minha segunda sensação de medo. Aconteceu no inverno passado, num bosque do Noroeste da França. O céu estava tão sombrio naquele dia, que a noite caiu duas horas mais cedo. Era meu guia um camponês, que caminhava ao meu lado por uma trilha estreita numa floresta de abetos. O vento arrancava dessas árvores uma espécie de alarido. Por entre as copas das árvores eu via as nuvens que corriam, como que fugindo de um cataclismo. Às vezes, ante uma forte lufada de vento, todo o bosque se inclinava no mesmo sentido, com um gemido de sofrimento, e o frio me invadia, apesar do meu passo rápido e da minha grossa roupa de lã.
Tínhamos que chegar à casa de um guarda florestal, para jantar e dormir. Não estava muito distante, e eu me encontrava ali como caçador. Meu guia às vezes levantava os olhos e murmurava: “Que tempo triste!” Falou-me sobre as pessoas para cuja casa nos dirigíamos. O pai havia matado um caçador furtivo, dois anos antes, e desde então andava preocupado, como que atormentado por uma lembrança. Seus filhos, já casados, moravam com ele.
A escuridão era profunda, e eu não via nada ao redor de mim. As ramagens de todas as árvores, ao agitar-se, enchiam a noite de um rumor incessante. Afinal vi uma luz, e meu guia chamou a uma porta. Ouvimos gritos de mulheres lá dentro. Logo depois, uma voz de homem, como que estrangulada, perguntou: “Quem está aí?” Meu guia se identificou, a porta se abriu e entramos.
A cena que vimos é impossível de esquecer. Um homem velho, de cabelos brancos e com olhar arregalado e fixo, como de louco, nos aguardava de pé no meio da cozinha, tendo na mão uma espingarda carregada. Dois rapazes com pedaços de pau guardavam a porta. Na obscuridade, percebemos duas mulheres ajoelhadas, com os rostos voltados para a parede. Identificamo-nos, explicamos o motivo de nossa presença ali, e então o velho largou a arma e deu ordens para que nos preparassem acomodações. As duas mulheres continuavam imóveis, então ele me explicou: “Há exatamente dois anos, numa noite como esta, eu matei um homem. Quando se completou um ano, ele veio chamar-me, e esta noite eu estou certo de que voltará novamente. Por isso estamos todos intranqüilos”.
Procurei tranqüilizá-los o melhor que pude, mas intimamente estava satisfeito por ter chegado exatamente naquela noite e presenciar aquele espetáculo de terror supersticioso. Contei algumas histórias, e acabei por acalmá-los quase por completo.
Perto da lareira, um cachorro velho e quase cego — um desses cães que nos lembram alguma pessoa conhecida — dormia com o focinho entre as patas. Fora, a tormenta açoitava a choupana. Por uma estreita vidraça eu via passar, projetadas por grandes relâmpagos, as sombras de árvores agitadas pelo vento. Apesar dos meus esforços, aquela gente estava dominada por um terror profundo. Cada vez que eu parava de falar, todos os ouvidos estavam atentos ao menor ruído. Cansado desses temores imbecis, eu já ia recolher-me quando o velho pulou da cadeira e pegou de novo a espingarda, balbuciando com voz trêmula: “Aí está! Aí está! Já o estou ouvindo!”
As duas mulheres voltaram a cair de joelhos, cobrindo os rostos, e os filhos pegaram de novo os seus paus. Já ia eu tentar novamente tranqüilizá-los, quando o cachorro despertou bruscamente, levantou a cabeça, esticou o pescoço, olhando para a lareira com seu olhar quase apagado, e lançou um desses ganidos lúgubres, que fazem estremecer os caminhantes quando cruzam de noite locais ermos. Todos os olhos se voltaram para o animal, que permanecia agora imóvel sobre as patas, como obcecado por uma visão. O cão se pôs a ganir frente a algo invisível, desconhecido, espantoso sem dúvida, pois todo seu pelo estava eriçado. Lívido, o guarda gritou: “Ele o está farejando! Está farejando! Ele estava exatamente aí, quando o matei!”
As mulheres, como loucas, fizeram coro aos ganidos do cachorro. Um grande calafrio me percorreu a espinha. A visão do animal naquele lugar, naquela hora, em meio a pessoas apavoradas, era algo horrível. Durante uma meia hora o cão ganiu sem mover-se. Um medo espantoso me ia penetrando. Medo de quê? Lá sei eu. Era medo, pura e simplesmente.
Permanecemos imóveis, lívidos, à espera de um acontecimento horrendo, com o ouvido atento, o coração agitado, transtornados ao menor ruído. O cachorro se pôs a dar voltas ao redor da cozinha, farejando as paredes, sem cessar de gemer. O animal nos punha loucos. Então o meu guia se lançou sobre ele, numa espécie de paroxismo de terror furioso, agarrou-o, abriu uma porta de trás, que dava para uma espécie de cercado, e o lançou para fora da casa.
O cachorro se calou logo, e permanecemos algum tempo envoltos num silêncio ainda mais terrível. De repente, todos tivemos uma espécie de sobressalto: algo deslizava contra a parede externa, em direção ao bosque. Depois passou junto à porta, que pareceu apalpar com mãos trêmulas. Novo silêncio durante uns dois minutos, que nos deixou aterrorizados. Depois voltou, roçando sempre a parede, como uma criança com suas unhas. Subitamente apareceu junto à vidraça uma cabeça branca, com dois olhos luminosos como os das feras, e emitiu um gemido — um murmúrio como de quem se lamenta.
Nesse momento se ouviu um ruído formidável. O velho havia disparado sua arma, e em seguida os filhos se precipitaram para a vidraça, cobrindo-a com o tampo de uma grande mesa que reviraram. Com o estrépito do inesperado disparo, senti tal angústia no coração, na alma e no corpo, que me imaginei prestes a perder os sentidos, disposto a morrer de medo. Continuamos ali até o amanhecer, incapazes de mover-nos, de dizer uma palavra, crispados, desvairados. Ninguém se atreveu a abrir a porta antes de entrever alguma claridade fora, pelas frestas das madeiras.
Ao lado do muro, junto à porta, jazia o corpo do velho cachorro, com o focinho desfeito por uma bala. Havia saído do cercado, e procurara abrir alguma passagem junto à porta.
Naquela noite eu não corri nenhum perigo. Mas preferiria voltar a enfrentar todos os riscos mais terríveis que já enfrentei, para não ter de viver aquele único minuto em que o tiro foi disparado na cabeça que surgiu na vidraça.
(Guy de Maupassant, in R. Menéndes Pidal, Antología de cuentos – Labor, Barcelona, 1953)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Conto "Venha ver o pôr-do-sol"

Oi pessoinhas,

espero que tenham gostado de ler O gato preto.
Aqui vai mais um conto com bastante suspense para leitura.

Abraços, Ten Lorena
http://www.colegionomelini.com.br/midia/arquivos/2013/1/5e445f1ad2a6ebc730b440466212ca38.pdf

terça-feira, 14 de julho de 2015

O Gato preto, de Edgar Allan Poe

Segue o link para a leitura do conto.


http://www.psb40.org.br/bib/b159.pdf

segunda-feira, 21 de julho de 2014

LINKS PARA OS LIVROS DO BIMESTRE

Pessoal,

seguem abaixo os links para a leitura dos livros do bimestre. Relembrando, são dois livros:

1) Fahrenheit 451, de Ray Bradbury;
2) 1984, de George Orwell

 
http://www.libertarianismo.org/livros/rbf451.pdf

http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/marcos/hdh_george_orwell_1984.pdf


sábado, 8 de março de 2014

Duas Crônicas

Crônica com diálogos e personagens 
Assemelha-se ao conto, mas de forma mais breve e simples. 

Depois do jantar
Carlos Drummond de Andrade


Também, que idéia a sua: andar a pé, margeando a Lagoa Rodrigo de Freitas, depois do jantar.

O vulto caminhava em sua direção, chegou bem perto, estacou à sua frente. Decerto ia pedir-lhe um auxílio.

— Não tenho trocado. Mas tenho cigarros. Quer um?

— Não fumo, respondeu o outro.

Então ele queria é saber as horas. Levantou o antebraço esquerdo, consultou o relógio:

— 9 e 17... 9 e 20, talvez. Andaram mexendo nele lá em casa.

— Não estou querendo saber quantas horas são. Prefiro o relógio.

— Como?

— Já disse. Vai passando o relógio.

— Mas ...

— Quer que eu mesmo tire? Pode machucar.

— Não. Eu tiro sozinho. Quer dizer... Estou meio sem jeito. Essa fivelinha enguiça quando menos se espera. Por favor, me ajude.

O outro ajudou, a pulseira não era mesmo fácil de desatar. Afinal, o relógio mudou de dono.

— Agora posso continuar?

— Continuar o quê?

— O passeio. Eu estava passeando, não viu?

— Vi, sim. Espera um pouco.

— Esperar o quê?

— Passa a carteira.

— Mas...

— Quer que eu também ajude a tirar? Você não faz nada sozinho, nessa idade?

— Não é isso. Eu pensava que o relógio fosse bastante. Não é um relógio qualquer, veja bem. Coisa fina. Ainda não acabei de pagar...

— E eu com isso? Então vou deixar o serviço pela metade?

— Bom, eu tiro a carteira. Mas vamos fazer um trato.

— Diga.

— Tou com dois mil cruzeiros. Lhe dou mil e fico com mil.

— Engraçadinho, hem? Desde quando o assaltante reparte com o assaltado o produto do assalto?

— Mas você não se identificou como assaltante. Como é que eu podia saber?

— É que eu não gosto de assustar. Sou contra isso de encostar o metal na testa do cara. Sou civilizado, manja?

— Por isso mesmo que é civilizado, você podia rachar comigo o dinheiro. Ele me faz falta, palavra de honra.

— Pera aí. Se você acha que é preciso mostrar revólver, eu mostro.

— Não precisa, não precisa.

— Essa de rachar o legume... Pensa um pouco, amizade. Você está querendo me assaltar, e diz isso com a maior cara-de-pau.

— Eu, assaltar?! Se o dinheiro é meu, então estou assaltando a mim mesmo.

— Calma. Não baralha mais as coisas. Sou eu o assaltante, não sou?

— Claro.

— Você, o assaltado. Certo?

— Confere.

— Então deixa de poesia e passa pra cá os dois mil. Se é que são só dois mil.

— Acha que eu minto? Olha aqui as quatro notas de quinhentos. Veja se tem mais dinheiro na carteira. Se achar uma nota de 10, de cinco cruzeiros, de um, tudo é seu. Quando eu confundi você com um, mendigo (desculpe, não reparei bem) e disse que não tinha trocado, é porque não tinha trocado mesmo.

— Tá bom, não se discute.

— Vamos, procure nos... nos escaninhos.

— Sei lá o que é isso. Também não gosto de mexer nos guardados dos outros. Você me passa a carteira, ela fica sendo minha, aí eu mexo nela à vontade.

— Deixe ao menos tirar os documentos?

— Deixo. Pode até ficar com a carteira. Eu não coleciono. Mas rachar com você, isso de jeito nenhum. É contra as regras.

—  Nem uma de quinhentos? Uma só.

—  Nada. O mais que eu posso fazer é dar dinheiro pro ônibus. Mas nem isso você precisa. Pela pinta se vê que mora perto.

—  Nem eu ia aceitar dinheiro de você.

— Orgulhoso, hem? Fique sabendo que tenho ajudado muita gente neste mundo. Bom, tudo legal. Até outra vez. Mas antes, uma lembrancinha.

Sacou da arma e deu-lhe um tiro no pé.


Texto extraído do livro "Os dias lindos", Livraria José Olympio Editora — Rio de Janeiro, 1977, pág. 54.

Conheça o autor e sua obra visitando "
Biografias".

                                                                                                                                               

Crônica reflexiva:   Assistam!  --- http://www.youtube.com/watch?v=kdfKWcm_cpI
A crônica reflexiva é aquela cujo autor projeta sua interioridade sobre a realidade que está a sua volta, interpretando-a e registrando-a através de conjecturas, inferências e associações de idéias. 
Exemplo
Vitória Nossa 
Olhe ao seu redor e veja o que temos feito de nós. http://www.youtube.com/watch?v=kdfKWcm_cpI
Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos ser tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos, nem aos outros. Não temos nenhuma alegria que tenha sido catalogada. Temos construído catedrais e ficado do lado de fora, pois as catedrais que nós mesmos construímos tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e talvez sem consolo. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro que por amor diga: teu medo. Temos organizado associações de pavor sorridente, onde se serve a bebida com soda. Temos procurado salvar-nos, mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de sermos inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de amor e de ódio. Temos mantido em segredo a nossa morte. Temos feito arte por não sabermos como é a outra coisa. Temos disfarçado com amor a nossa indiferença, disfarçando nossa indiferença com angústia, disfarçando com o pequeno medo o grande medo maior. Não temos adorado, por termos a sensata mesquinhez de lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sidos ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo”, e assim não chorarmos antes de apagar a luz. Temos tido a certeza de que eu também e vocês todos também, e por isso todos nem sabem se amam. Temo sorrido em público do que não sorrimos quando ficamos sozinhos. Temos chamado de franqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso temos considerado a vitória nossa de cada dia…
 
(Clarice Lispector) 
Vitória nossa, de Clarisse Lispector é uma obra de reflexão que revela os questionamentos e anseios dos homens. Utiliza uma linguagem que busca nas áreas mais profundas do inconsciente, onde encontram-se os arquétipos do comportamento humano, os desejos e medos, trazidos à tona por uma visão metafórica que interpreta estados de alma.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PARTICIPE: CONCURSO DOS CORREIOS

Se você tem quinze anos PARTICIPE DO CONCURSO DE CARTAS, promovido pelos correios. 
Para detalhes, dê uma olhadinha nas postagens anteriores. 

Hoje vou postar algumas dicas para quem quer INSPIRAÇÃO! Boa escrita!

1) Pense em uma música que você gosta  muito, quem sabe você utiliza um trecho dela para iniciar seu texto;

2) Pesquisar a história de um grande músico/compositor para utilizar como exemplo em seu texto;

3) Escrever a carta para o seu músico/cantor/compositor predileto;

4) Escrever a carta utilizando vários trechos de músicas de boa qualidade;

5) Refletir sobre o quanto nós somos ligados à música utilizando dados (números estatísticos sobre o tema - a partir de pesquisa, claro).

... 

São muitas opções - tudo depende de qual a importãncia da música para você?

COMO FAZER UMA CARTA ARGUMENTATIVA

http://www.brasilescola.com/redacao/carta-argumentativa.htm
http://www.acrobatadasletras.com.br/2013/02/como-escrever-uma-carta-argumentativa.html


VÍDEOS

http://www.youtube.com/watch?v=x65wvWoEiVo
http://www.youtube.com/watch?v=vKvayUxP4r4
http://www.youtube.com/watch?v=4DOlbybXUDo

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Avaliação

Pessoal, está na página do CMC o gabarito de sintaxe. Lá tem algumas informações extras, não se preocupem com elas, pois seguirei o conteúdo que dei em sala.

Abraços

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Redações que merecem destaque

Olá, caríssimos!

Após lermos os artigos de opinião sobre o recente fenômeno dos "Rolezinhos", estudamos a estrutura do texto dissertativo-argumentativo, discutimos sobre o assunto e produzimos as redações. O tema é muito próximo da realidade estudantil e precisa, sim, ser pensado e compreendido. Embora não tivessemos nenhuma redação que atingisse a nota máxima (10,0), boas redações foram produzidas e focaremos para que ao passar do tempo as notas vão aumentando. Depois das correções a professora Lígia e a professora Simone me ajudaram a escolher uma redação destaque.  Desta vez, foi a redação da Aluna Geovana Santos, da turma 102. A redação foi escolhida devido à boa articulação entre os períodos e parágrafos; boa coerência e coesão, capacidade de progressão textual e argumentação. Selecionei também dois textos que se destacaram por motivos diferentes: estilo e forma. Confiram!


EXEMPLO DE REDAÇÃO BEM ELABORADA EM TODOS OS ITENS                               
(Gramática, argumentação, coerência e coesão e intervenção)

A REALIDADE POR TRÁS DOS ROLEZINHOS
Aluna Geovana Santos - Turma 102

       Os rolezinhos tornaram-se atração para todos os olhares brasileiros logo no início do verão. Multidões de jovens que combinavam passeios através das redes sociais faziam dos shoppings seu ponto de encontro. 
         Pode-se claramente perceber que tais movimentos não tiveram intenções políticas. Aconteceram no período de férias, no qual jovens preocupados com ostentação e exibicionismo passam o dia curtindo e compartilhando ideias na internet, um espaço tão amplo, em que podem ser encontradas milhares de amizades. Nada mais justo do que reunir a galera para bater um papo.
         Segundo a reportagem "O rolezinho e a desumanização dos pobres", exibida na mais recente edição da revista Superinteressante, os shoppings são espaços privados e bem organizados em áreas violentas e pobres, nos mostrando o quão desigual é a sociedade. Pesquisas revelam que até mesmo quem vive no limite da favela quer distância das pessoas que moram nas áreas ainda mais pobres da comunidade. 
          Fica claro ao analisar os fatos que os jovens precisam de espaço. Pelos dados do IBGE, vemos que há cerca de 2,715 milhões de pessoas distribuídas por mais de 1500 aglomerados favelados, onde não são encontradas áreas de lazer, além de uma ou duas quadras poliesportivas. Se a realidade fosse diferente, provavelmente o foco dos rolezinhos e, sobre eles, seria outro. 





A REDAÇÃO MAIS AUTÊNTICA                                                                                         
(Apresentou uma opinião bastante incisiva com estilo de escrita própria, autoria)                

ROLEZEIROS E UM DEBATE QUE NÃO LHES PERTENCE
ALUNO NICOLAS CARVALHO - TURMA 102

              Ainda que ninguém carregasse bandeiras de partidos ou qualquer indício de que se tratava de uma ato político, os rolezinhos se tornaram o centro de um debate político sobre a sociedade brasileira.  E nesse debate, a busca por um significado ideológico dos rolezinhos ocultou os fenômenos em si e as suas reais dimensões. 
            O fato de jovens se reunirem é comum - a internet apenas deu uma nova escala a isso. Os rolezeiros só procuram uma opção de lazer e diversão e provavelmente se indagam como que se chegou a esse delírio sociológico - assim como nós o fazemos. 
         Ainda assim, o modo como consumo e ostentação foram associados com o lazer e a recepção do ato pelos lojistas e policiais talvez denunciem um apartheid classista no Brasil. De qualquer forma, essa é outra discussão que passa bem longe da curtição que era o objetivo dos rolés. 




REDAÇÃO QUE ANTEDE À ESTRUTURA DO MODELO ENEM                                       

A OSTENTAÇÃO DOS ROLEZINHOS
ALUNA AMANDA CAROLINE - TURMA 101

          Nos últimos dias do ano de 2013, jovens vêm organizando eventos através das redes sociais, conhecidos como "rolezinhos". Alguns estudiosos acreditam que esses encontros tenham conotação de luta contra as desigualdades, porém, com um olhar mais crítico, podemos perceber que os rolezinhos são apenas ostentação.
           Em primeiro lugar, seus participantes se reúnem apenas para beber, beijar e "curtir". Eles não estão pedindo melhorias, estão querendo ser famosos, chamar a atenção. Dizem ao mundo que estão ali para ostentar, como vemos em vídeos que eles mesmo postam na internet. 
          Em segundo lugar, ao invés de pedirem mais locais de lazer, menos discriminação, os rolezinhos têm sido sinônimo de bagunça, pois em vários deles ocorreram roubos em lojas do próprio shopping.
         Para resolver este problema, além dos investimentos em infraestrutura por parte do governo, o policiamento nos shoppings deve ser reforçado, para que estes encontros não virem baderna e sejam algo agradável, saudável. 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

TÍTULOS "PRÁ LÁ" DE BEM PENSADOS!


Olá, que tal?

Nesta semana que passou, após uma maratona de correções das redações sobre um dos temas mais eletrizantes (!) do momento, precisamos avaliar os resultados: apreciar os acertos e corrigir os erros. Assim, preparei uma seleção dos títulos que alguns professores consultados e eu julgamos interessantes. Temos desde títulos simpáticos e descolados, como "#partiurolezinho", até os mais sérios e perspicazes, como "Rolezinhos: menos protesto e mais algazarra". Bem, confira você mesmo a lista abaixo! 




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Oi, pessoinhas!!

Na última aula "Sintaxe do período simples", nós analisamos um pedacinho da música "Inútil", da banda Ultraje a Rigor. Muitos alunos comentaram que apreciam a banda, então resolvi postar a letra e o vídeo, para aqueles que não conhecem virem a conhecer. 

Ouçam, vale a pena. Se quiserem comentar a respeito da letra e abrir um debate nos comentários, fiquem à vontade. 


Obs. a letra, como vocês interpretam os "erros"??

Beijos

Inútil

Ultraje a Rigor

A gente não sabemos
Escolher presidente
A gente não sabemos
Tomar conta da gente
A gente não sabemos
Nem escovar os dente
Tem gringo pensando
Que nóis é indigente...
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
A gente faz carro
E não sabe guiar
A gente faz trilho
E não tem trem prá botar
A gente faz filho
E não consegue criar
A gente pede grana
E não consegue pagar...
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
A gente faz música
E não consegue gravar
A gente escreve livro
E não consegue publicar
A gente escreve peça
E não consegue encenar
A gente joga bola
E não consegue ganhar...
"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!http://www.youtube.com/watch?v=9aHoWTs6xE0

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

ENTREGA DA REDAÇÃO

 Oiii pessoal,

Conforme o combinado:

1) Entrega da redação: 12/02
2) Tema: opinião a respeito dos rolezinhos.
3) Entregar à caneta, azul ou preta.
4) Caprichar na apresentação.

PARA QUEM ESTIVER COM DÚVIDAS E QUISER REVER OS SLIDES DA ÚLTIMA AULA, AQUI VAI O LINK

http://prezi.com/zopzzpjchaa8/producao-de-texto-dissertativo-argumentativo/

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Concurso de cartas - CORREIOS - INFORMAÇÕES

Olá pessoal!! Quem ficou interessado em participar do concurso dos Correios, preste atenção:

1) Idade: para se inscrever, o aluno precisa ter menos de 16 anos. No edital especifica que os alunos que tem 15 (quinze) anos até o dia 30/04/14 poderão participar do concurso. Quem completa 16 anos antes desta data, infelizmente, não poderá participar;

2) Prazo: até 17/03, mas é necessário entregar ao professor até o dia 01/03 (devido à fase de seleção na escola);

3) Limite para escrever: no máximo 800 (oitocentas) palavras - espaços e pontuação não contam; todos os outros elementos contam (data, saudação e endereço serão contados). 


4) Instruções:  O texto poderá ser dirigido a alguém real ou fictício, o conteúdo pode ser real ou fictício. O texto deve ser uma carta argumentativa sobre:

QUAL A IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA VIDA? 

 
 Dúvidas? Estarei na seção 1 para atendê-los. Beijoss


Aqui vai o link com o regulamento, tira-dúvidas etc.



REDAÇÃO NOS PARÂMETROS DO ENEM




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Conto da Semana 03/02/2014: Felicidade Clandestina

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade". Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu nao vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte"com ela ia se repetir com meu coração batendo. E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. As vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. As vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante."

Felicidade clandestina - Clarice Lispector

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Novo Ano!!


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PREZI - REVISÃO DO DIA 06/09

VOCABULÁRIO NAS PROVAS

Em qualquer prova, o estudante precisa de um bom repertório de vocabulário para compreender os enunciados. Na avaliação de Língua Portuguesa isso é ainda mais relevante. Por isso, sempre oriento os alunos a analisarrem o contexto das frases e a ESTRUTURA morfológica da palavra. Espera-se não que o aluno DECORE, mas que ele APRENDA a DEDUZIR. Assim, na AE de amanhã esteja atento ao seguinte:

POLISSEMIA= POLI (VÁRIOS) SEMIA (SENTIDOS), ou seja, vários sentidos.

ANTONOMÍNIA= Sentidos opostos

SINONÍMIA = Sentidos iguais

Portanto, fique atento á composição das palavras para entender o seu sentido.

BOA PROVA A TODOS!

AMBIGUIDADE

Palavra ou expressão que assume duplo sentido:


Neste texto, dá a entender que a barra de ferro foi levada para o hospital. Para desfazer uma ambiguidade, basta trocar a ordem das palavras, inserir vírgulas ou modificar uma palavra. Assim, esta mensagem ficaria escrita do seguinte modo:

Após show, a cantora foi levada ao hospital por ter sido atingida por uma barra de ferro na cabeça e nariz.

ou ainda

... uma barra de ferro atingiu a cantora na cabeça e no nariz e a artista foi levada para o hospital.


DÚVIDAS???

GABARITO DOS EXERCÍCIOS DE HÍFEN

ATENÇÃO, OS MAIS IMPORTANTES PARA A PROVA SÃO OS DO 9 AO 18 

Respostas
1
– letra A
2 – letra C
3 – letra C
4 – letra B
5 – letra D
6 – letra B
7 – letra D
8 – letra E
9 – letra D
10 – letra B
11 – letra D
12 – letra C
13 – letra B
14 – letra A
15 – letra E
16 – letra D
17 – letra A
18 – letra A

MATERIAIS

Já está no site do CMC os slides de REVISÃO.
Bem, de morfologia, tem uma postagem aqui no blog, logo abaixo. Além disso, tem outra que fala de neologismo: vai cair na AE.

Abraços e estou por aqui até beeeeeeeemmmmm tarde da noite. =)

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